Entre o Medo e o Mistério: Meu Corpo Selvagem de Amor
- Roni Diniz
- 1 de jun.
- 2 min de leitura

Se fecho os olhos, ainda sinto a atmosfera dos 7 dias do Corpo Selvagem de Amor.
Experiência que me exigiu firmeza para escolher, sustentar e coragem para soltar o controle e entrar num processo profundo de reconciliação com o Mistério.
Foi desesperador e prazeroso me render sem me abandonar. Não só na natureza e em meditação, como já faço na vida, mas no fluxo vivo das relações e das emoções: medo, dores da Criança Ferida, o luto pela morte precoce dos meus pais e a potência indomável de Eros que pede C.L.A.R.E.S.A.* e corresponsabilidade antes de qualquer salto no desconhecido.
Sem tempo para racionalizar demais, o CSA me colocou de cara com o fluxo selvagem das emoções e dos fechamentos e aberturas do meu corpo. Testemunhei algo raro: uma cultura encarnada onde pausar, se escutar e cuidar do que se sente não é estranho, é celebrado.
Me confrontei com a forma como me apaixono
Pude ver padrões, carências e romantizações com mais distância, assumindo responsabilidade sem culpa ou autoabandono. Recebi flechadas que me lembraram algo essencial: já sou inteiro, e isso é visto.
Como homem branco e cis (terminologia para pessoas que se identificam com o órgão genital que nas nasceram), atravessei ainda uma crise sobre meu apego à identidade ligada à orientação se.xual, à relação com meu próprio falo e às distorções do masculino que habitam meu inconsciente. Soltei a busca por segurança externa, entendi que não preciso de etiquetas para acalmar minha mente, nem a dos outros.
Depois de uma vida de períodos longos de celibato involuntário (meu corpo se fechava), 2 anos vivendo em comunidade (Ecovila Piracanga no Sul da Bahia) e um caminho consistente de trabalho com relacionamentos e grupos pelo masculino consciente, o CSA, somado à constelação familiar que veio depois, abriu meu campo afetivo de forma real e recíproca. Sigo elaborando essa atualização enquanto já manifesto agora o desejo antigo de me partilhar mais, construindo intimidade e acordos sem jogos, fugas ou cobranças.
Compreendi os limites e o contêiner que preciso criar para sustentar a fragilidade e o poder de Eros. Integrei convites antigos desse arquétipo e sigo curioso pelas próximas reverberações na vida.
Sou muito grato a mim, à Raquel, ao Ron e a toda a equipe visível e invisível da jornada.
Prazer, agora eu me chamo EROS-RONI. 🐍🫀
Para saber mais sobre o retiro e as novas datas, visite o perfil no Instagram @raquel.e.ron
Para saber mais sobre as terapias que eu facilito visite @PausaParaoBeijaFlor
*C.L.A.R.E.S.A. é uma Sigla que, no retiro, é dada para uma conversa de alinhamentos que funciona como ferramenta para acessar o Eros com mais cuidado consigo e com o outro:
C: Curiosidades
L: Limites
A: Acordos
R: Relacionamentos (se cada um tem outros relacionamentos, quais são os limites?)
E: Expectativas
S: Saúde Se.xual
A: After Care (Cuidado após)





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