A Autossabotagem e a Criança Interna


Já se percebeu alguma vez se autossabotando? Se sim, isso é ótimo 😅, pois a maioria das pessoas infelizmente não percebem os próprios movimentos de autossabotagem. Então quando a gente se dá conta já é um passo para começar a agir em prol da resolução.


É muito frustrante quando a gente reconhece um caminho a seguir, mas infelizmente se percebe adiando involuntariamente, procrastinando e muitas vezes encomendando assim uma situação drástica para só então tomar a posição que a gente já sabia faz tempo que deveria tomar, né mesmo?


Muitos motivos, sentimentos, traumas e padrões podem estar por detrás deste mecanismo. Torna-se um desafio abordar em poucas linhas e um risco ainda maior cair em generalizações, mas vou me ater a padrões emocionais e crenças limitantes que adquirimos durante a infância e continuamos repetindo de forma automática e inconsciente.


Para tanto, convido você a fazer um excelente exercício que aprendi com a escritora Louise Hay, o exercício do espelho, ou melhor, comecei a levar mais a sério a partir da abordagem dela, porque me tocou mais.


O Exercício do Espelho


É bem simples, basta separar uns 5 min por dia, pode ser de manhã quando acordar ou no seu melhor horário.


Em frente ao espelho, respire profundo e lentamente, deixe os ombros relaxarem e pesarem, solte as mãos e se observe com calma por um tempo, sem pressa e sem intenções:

Quais sentimentos aparecem, quais pensamentos? Consegue metaforicamente dar uma passo para trás e observá-los?

"Você é feia(o)!", "Você é má!", "Você não merece nada!", "Você é burra(o)!", "Você é fraca(o)"... São alguns exemplos de pensamentos que costumam vir para pessoas que sofrem com autossabotagem.


Respire profundo e procure se manter neste lugar de observação, mesmo se sentimentos e emoções quiserem aflorar, permita-se apenas olhar, como um detetive…🧐 É seguro e fácil de fazer isso.

Pergunte-se: A quem pertence isso?

Pode acontecer ou não de você acessar lembranças, se acontecer, escolha ficar no lugar de não-julgamento enquanto observa, apenas observe com curiosidade. Consegue distinguir a estória que tem contado para você mesmo(a) diariamente? Será q ela te motiva... ou te castra?


São só pensamentos que antes estavam inconsciente. Mas que bom! Agora você pode vê-los um pouco melhor.


Se você detectar exatamente com quem aprendeu a ser tão duro e abusivo consigo mesmo, saiba que o primeiro passo para libertar-se é não-culpar estes professores, mas perceber além, que esta pessoa ou cuidador, etc., apenas repetia o mesmo que recebeu e o que entendia como "amor". Ou será que você mesmo é que interpretou desta forma? Não importa, não se culpe também, mas se permita perceber o que é e como está. Se escondemos de nós a atual situação, também nos poupamos de tomar as ações efetivas. Agora, desapegue, deixe ir... Como seria escolher hoje as falas que te incentivariam a desabrochar todo o seu potencial? Talvez assim:


"Você é lindo(a) por ser exatamente como é!", "Você merece sim!", "Você é bom e empenhado no que faz!", "Eu te amo"!


Como estas novas frases internas alteram o seu campo energético e os seus sentimentos? Compare com as antigas. Mesmo se sentir dificuldades, se sentir ridículo ou pretensioso, não se importe, continue treinando, você vai colher bons resultados apenas se se comprometer com você mesmo e é tão simples!


Como seria então caso você conseguisse repetir estas novas frases amorosas todo dia de manhã, cada vez que se sentir frustrado(a) e desanimado(a)?


Talvez esta criança que você foi, não sentiu confiança o suficiente com nenhum adulto por mais satisfatórios que seus pais talvez tenham sido ou não, talvez a criança não achou ninguém que lhe parecesse capaz de ouvir sem julgamentos os sentimentos conflituosos que nem ela entendia e que doía tanto sentir... Então por isso que ainda não sabe fazer isso consigo mesmo(a) e ainda repete aquelas mesmas vozes de julgamentos, acusações e culpa que ouvia ou simplesmente interpretava assim...


O convite aqui é que a partir de agora a gente invista em assumir esta responsabilidade consigo mesmo, autopaternando-se, este e outros exercícios de expansão da consciência, liberação de crenças limitantes e autoamor que fazemos conosco mesmos, com o tempo imprimem mudanças positivas impactantes em todas as relações, mas especialmente na principal delas, aquela que se torna uma matriz, como um óculos por meio do qual filtramos e percebemos a realidade e as outras pessoas ou a vida e por meio destes “óculos” construímos os pontos de vista que sustentamos e nos fazem nos sentir mais potentes ou desempoderados, vítimas, vilões ou a assumir o Ser Único e Infinito que somos.


Você já deve ter tido a experiência de precisar fazer alguma atividade para uma pessoa com a qual você está magoado ou simplesmente não gosta. Não é horrível? Parece que o trabalho nunca termina por mais que você quisesse terminar logo. Pois é… Se não aprendemos a nos amar e ter um ponto de vista mais cristalino sobre nós mesmos, nosso trabalho ou escolhas que fazemos para nós mesmo se tornam exatamente como este trabalho penoso e sem fim… Vamos desprogramar e atualizar isso?


Durante 7 dias, via WhatsApp, vamos ter uma oportunidade ímpar de olhar para esta criança interna em nós, exercitar ferramentas com autonomia para distinguir e liberar padrões de pensamentos e emoções negativas que estão emperrando a vida. Será que você escolhe se comprometer com você mesmo para se dar este presente?


Se sim, conte comigo, corra para o link https://www.ronidiniz.com.br/reconectando-a-crianca-interior e aproveite os 10% de desconto para os primeiros inscritos.


PS: Me conta se este texto te ajudou de alguma forma ou despertou algo novo que não estava percebendo antes.


Namastê!

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© 2016 Roni Diniz . Ator, Fotógrafo e Designer Gráfico.