Como é o seu "lado Pai" consigo mesmo?


Dia dos Pais - Roni Diniz - Cura Masculina - Sagrado Masculino

Este na foto é Manoel Correia Diniz, ou como falam lá na minha terra natal com um riso nostálgico: "o finado Neco Serafim". Faleceu com pouco mais de 40 anos ao lado de minha mãe. Meu pai. Estamos nos conhecendo, assim como aprendo tanto da minha mãe até hoje. Dela, aprendi a perceber seu eco em cada mulher que me cruza o caminho, a perceber, celebrar e a aprender como tocar as vulnerabilidades femininas com mais respeito e amor, pois o modo como eu as trato não raro é um espelho fiel de como toco as minhas próprias vulnerabilidades e em tudo o que há, aprendo a perceber e me relacionar com o seu amor colossal e com o meu também, com as suas dores, magia selvagem, aprendo com os abusos e rancores das mulheres feridas, pois sentia tudo isso em mim como um filho q se doía pela MÃE... Também aprendo a dizer a todas elas meus sins e meus nãos, pois um cordão umbilical rompido nos separa e nos une... Lido com tudo isso aqui dentro, sei q são facetas correspondentes do meu próprio Ser, se não, questões da psique humana... Com o Pai não poderia ser tão diferente!

Que venha a hora e já é, de abraçar e acolher também o Pai e seu eco presente em TODOS os homens e nas mulheres também, o "pai" e o masculino em todas as suas variações aqui fora nesse mundão e aqui dentro neste oceano de memórias pessoais e coletivas que não cansam de materializar em mim mesmo ou nos outros, nas ilusões dos meus pontos de vista viciados, herdados ou inconscientes a se iluminarem mais e mais, o pai e o masculino em todas as suas formas e personificações, das mais sagradas às deturpadas, os homens meigos, os protetores, os ausentes, os amorosos, os infantis, os zombadores e inconscientes, os gays, os inrustidos, os liberais, os tantos que aprenderam algum dia que “não-amar” era força e ao se mutilarem assim, talvez nos magoaram e abandonaram nossas mães nos negando amor e aceitação como parece que às vezes acabamos repetindo com quem amamos ou conosco mesmo, quando nos recusamos a nos acolher e perdoar! Quando ainda deixamos nos guiar e com apego por uma voz paterna acusadora que não nos serve mais ou o eco do abandono, “do amor que maltrata”, aprendido e ensinado geração após geração... Pais que apesar de toda a expectativa e responsabilidade depositada sobre si, trazem uma criança ferida dentro, muitas vezes anestesiada pelos vícios, fanatismos ou outras compulsões e formas de repressões. Os pais bizarros, os iluminados, os sempre-presentes e até os abusadores, todos eles também sou Eu! Como assim? Nós os somos ainda-mais quando os negamos e odiamos, ah se ousarmos nos auto-observar...

A criança ferida nos Pais

Que criança será que o meu pai foi e qual tipo de pai ele teve que o influenciou a ser quem é? Que pai terá sido o meu para os meus irmão? Não é um “conta’ tão difícil de se fazer, pelos frutos se conhece a árvore e eu também nasci brotei dela!

Me é, até o que é apenas um potencial imanifesto que desaprovo, condeno e temo, ainda é talvez como erva daninha em meu jardim do qual preciso cuidar e zelar para florir. Assim como a mãe e suas facetas do feminino presentes na complexidade do nosso Ser, lá está o Pai clamando por um abraço e uma boa conversa, podemos discordar amistosamente dele sim e ainda assim nos amarmos!