© 2016 Roni Diniz . Ator, Fotógrafo e Designer Gráfico.

Introdução do Blog

EU SOU AMOSTRADO SIM! Tá tudo bem e eu ainda recomendo: AMOSTRE-SE!

 

Ué!? Ou eu não seria artista, ator e o que mais é possível universo? “Se não gostasse de estar num palco e ser visto não deveria estar aqui!” Dizia um dos meus mais inesquecíveis diretores de teatro, principalmente quando a gente se autoboicotava em cena "paganu" de humilde na hora errada, risos...

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Se eu não quisesse me mostrar, seria melhor ter ficado lá dentro do útero da minha mãe, não é?
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Mas se estamos aqui é porque nós saímos para a vida! Cada um que lê isso aqui também saiu! Então sabe o caminho e é igualmente capaz e potente! Quem nos ensinou este caminho foi a nossa NATUREZA intrínseca e não o ego ou a mente. Você estará sendo visto, criticado ou imitado, ainda que se esconda! Então que tal tornar isto mais leve e divertido? Que tal usar o “amostramento” que esta vida te proporciona a favor das causas que se alinham a própria essência?
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Trabalhando com fotografia há mais de 10 anos, já constatei que impera no inconsciente coletivo um certo tipo de fetiche com a câmera. Muitas pessoas não podem ver algo sendo filmado que querem aparecer de algum jeito ou talvez se projetem naquela situação de evidência, se vêem ali e se deslumbram, surge um alvoroço, talvez de alguma forma sintam que teriam uma atenção especial, serão vistas! Serão notadas! Pois elas mesmas não se notam, não se amam e nem se conhecem a fundo. Mas este "amostramento" geralmente não dura nem 5 minutos, quando vivenciam uma experiência real de filmagem ou de palco se desiludem com tudo aquilo que imaginavam que seria aquela ação, o carinho e atenção que ansiavam receber não está ali, cai a ficha que isto é apenas mais um trabalho como os outros e não um alívio da carência e do abandono que muitas vezes sentimos e carregamos, preservados na memória com padrões nocivos vinculados, rodando nos bastidores da mente e que ainda repetimos contra nós mesmos…
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A palavra coragem vem do latim coraticum, que significa a bravura que vem de um coração forte. Esta palavra vem da raiz "cor", que significa coração. Então é desta coragem de se "amostrar" que eu falo aqui. A coragem de ser quem somos e nos permitir sim ser vistos e apreciados, "brilhar nossa luz!". Quantas vezes deixamos de nos expressar, nos calamos justamente porque guardamos e nos dizemos falas castradoras como: "Pára de se amostrar menino!", "Não gosto daquela pessoa, ela é muito "amostrada"!"...
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Ser “amostrado” não exclui minhas partes tímidas e inseguras, meu lado patético e ridículo, meus momentos de solitude, assim como se ocultar e se reprimir ou não usar redes sociais e não tirar fotos, não necessariamente torna ninguém humilde, mais consciente e autêntico ou menos vaidoso. Muitas vezes não "se mostrar" para a vida deixa sim você com raiva de si mesmo e "toda mola reprimida sai pulando de repente, sem controle, fazendo estragos"…
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Por favor NÃO "Seje Menos" do que o que você é e pode ser… Ao deixar brilhar nossa luz é como se estivéssemos dando autorização para que os outros também o façam! Pode ter gente que se ressinta, é fato, mas os sentimentos destes não são nossa responsabilidades, os nossos é que são. Apagar a própria luz não é amor, não torna o mundo melhor, mas sim mais escuro e frio. 

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Reconheça bem quem te incentiva neste processo e esteja esperto e firme com quem te rechaça, mesmo que sutilmente, não tenha dúvidas ao sentir de se afastar de pessoas que destilam baixa autoestima, ponha limites amorosamente. Às vezes, é nossa própria mente que está muito viciada em nos sabotar, há muito tempo, nossos pensamentos disparam estados corporais que se instauram e se retroalimentam, patrocinando até doenças, hormônios nocivos do estresse da pressão se espalham tornando um desafio agirmos sozinhos, quando nos forçamos causamos novas experiências traumáticas que reforça os nossos estigmas, então não hesite em buscar um terapeuta confiável com quem você tenha real afinidade, experimente a meditação, a Yoga... Ferramentas não nos faltam.
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Muitas vezes o que nos faz nos esconder e nos auto sabotar é que é a VAIDADE, por não admitirmos que podemos cometer erros, estarmos expostos e vulneráveis. Além do autoboicote, esta vaidade de não se mostrar turva a nossa visão dos outros, não raro, projetamos esta frustração íntima e inconsciente em cima de quem se evidencia e se expõe. Ao ver o outro em evidência somos obrigados a olhar a nossa própria recusa de apoiar os nossos próprios projetos e por isso é que dói, então, desdenhamos sadicamente e nos aborrecemos quando os outros se mostram ao mundo… Quem nunca? Nem um tiquinho? Sei… 
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Hoje, toda vez que eu ainda me pego me doendo com um brilho alheio, ouso enxergar um pouco mais, além do óbvio, de me distrair achando defeitos para aliviar meu despeito, então me pergunto: Qual é a parte de mim que eu ainda não tenho dado o merecido apoio e re-conhecimento? E tudo bem, a consciência vai chegando devagar e clareando, a verdade vai libertando. Assim a gente transmutas os sentimentos mais densos, tendo coragem se assumir e olhar internamente. De onde ou de quem ainda vem esta mania de comparação desleal e desconsideração de nossas histórias tão singulares? Vamos cancelar, revogar, rescindir e descriar, por favor?
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Às vezes vem da infância, dos programas de jurados e competições insanas com as quais nos entretemos ou trabalhamos, de pais, chefes ou professores que tinham essa mania de destruir a nossa autoestima nos comparando, nos invalidando, enganados, achando que estavam nos incentivando a melhorar… “Viu como fulano fez direitinho? Conquistou isso e aquilo?”
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“Amostre-se”, mas não como eu como qualquer outro molde, mostre a SUA verdade, permita-se descobrir e expor ao mundo os seus dons e honre-os como puder hoje, agora, sem depender de autorização alheia, pois ela não virá em um mundo desqualificador como o nosso!

 

Nós somos seres infinitos. Assuma sua luz!


Eu tenho VÁRIOS cômodos da minha “casa” que abro para visitação sim, para quem se afinar comigo ou até para curiosos, mas ingênuo é quem pensa que me conhece inteiro visitando apenas estes cômodos que eu preparei para visitas. Eu não me resumo a eles e ninguém deveria. Eu sou um templo infinito em constante atualização cheio de terraços, porões, salas, jardins, altares sagrados aos  quais nem todos podem supor ou nem sequer talvez sejam um dia convidados. Mas tudo bem! Eu também estarei eternamente me descobrindo e me conhecendo, às vezes me assustando, reformando, faxinando. E você também é assim, infinito, sagrado, apreciável quer se dê conta disso ou não!
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E gente que já nasce e vive em evidência, sente culpa, vive disfarçando e se envergonhando do próprio brilho? Que coerência é esta?!
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Não se deveria acusar ao Sol por ser o brilho e essência que raia se nós é que não nos responsabilizamos ainda a ponto de escolher o modo e a hora de nos deixarmos tocar saudavelmente por ele… Temos um sol interno em nós, o fogo que nos sustenta.
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Poste o quanto quiser e fale pelos cotovelos sim se quiser, de outro modo como achará a sua medida? Se mantendo dentro da casca? E para quem “acha” que nunca se queimou até "amornar a água" que não encha o saco. Não foi com passinhos virtuosos de balé que aprendemos a andar nesta vida… Importante é nos percebermos e nos cuidarmos atentamente neste processo, pois lidaremos com as consequências sempre.
É preciso que ensinemos os outros a retirar os frutos de nosso jardim com respeito e equilíbrio sob consentimento e na estação certa, isso só é eficaz desde que nos conheçamos e nos percebamos primeiro, mas há um trajeto até isso ocorrer. Assim como também necessitamos de consciência e escuta ativa ao tocar em terras alheias. Este equilíbrio não vai acontecer sem exercício, se nos escondermos, nos deixarmos saquear ou se parasitamos em pomares alheios como um vício, como uma fuga de nós mesmos…
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Eu posso me guardar e me fechar em momentos silenciosos, mas sempre retornarei de lá enquanto estiver vivo com pelo menos algumas partes borbulhantes para serem expressas ao mundo, borboletas que não posso segurar nas mãos pois pertencem aos céus e às florestas e é para lá que voarão, doa quem doer ou cure quem se permitir. Escolha. Escolho. Eu não tiro uma bela foto ou faço uma poesia para cometer comigo e com a arte criativa o desrespeito de condená-las ao esquecimento ou a dependência da validação por meio do gosto, nível de consciência e bom humor alheio. Está tudo bem parecer chato e carente ou de fato às vezes estar mesmo assim, é humano, é digno também, prefiro isso do que morrer de mofo congênito me abandonando em baús velhos.
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Ser reconhecido e apoiado é lindo, aceito e celebrado, mas não é garantido e neste mundo de dependências doentias por aceitação de quem se auto-abandona, sinto que muito fazemos quando não dependemos apenas do olhar alheio para nos amar, nos conhecer e nos incentivar. Não vamos deixar ninguém nos fazer temer o milagre de ser e expressar quem realmente somos, pois SER já é altamente expressivo e singular. Tanto é que mantém todos estes átomos e células aí reunidos em você, torcendo por você, patrocinando a tua missão, a canção única do Grande Criador que você também é e soa de modo único…
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Mas tudo isso aqui é apenas uma expressão minha de hoje ou de algum tempo, não é receita e nem verdade absoluta imposta, pegue para você apenas aquilo que o teu coração indicar, ele é o seu mestre sempre, quanto a mim, posso ter mudado na próxima lua e tudo bem também. Até mais…
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"Você está vivo. Esse é o seu espetáculo. Só quem se mostra se encontra. Por mais que se perca no caminho. CAZUZA"

 

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