© 2016 Roni Diniz . Ator, Fotógrafo e Designer Gráfico.

Introdução do Blog

Pela DESCRUCIFICAÇÃO de Cristo

 

Se eu pudesse, aboliria todas as coroas de espinhos das representações de Cristo, substituiria ao máximo as representações do seu martírio! Em prol da desromantização do sofrimento e tudo que vem junto neste "vagão". Claro que não seria para apagar a nobreza inquebrantável do seu ato VOLUNTÁRIO de doação e entrega, nem para negar que a dor e o sofrimento ainda coexistem nesta Terra, mas pra, quem sabe assim, contribuir para DESCOLONIZAR nosso imaginário e nosso pensamento dos implantes de supervalorização do sacrifício e da dor que certamente não é fruto do seu amor ou ensinamentos, certo? O intuito não é incentivar a repressão ou negação da dor, tristeza ou qualquer outra e nem, muito menos, endossar a ditadura da felicidade, pois tudo isso, assim como a romantização e supervalorização do sacrifício, tem em comum um mesmo mutilador e  estagnador efeito:   distanciamento ou recusa da potência da alegria real e da estimulante e regeneradora frequência do amor. Descrucificaria sim todas as imagens de Cristo, pois não cabe no contexto de alguém como ele, em sua vida tão cheia de obras grandes e felizes (estas são as registradas), escolherem justamente o ato sangrento que o dizimou daqui para representá-lo como se fosse forma de louvor e honra, o que querem dizer nestas entrelinhas? Ao escolher justamente este ato para repetir e martelar em nossas mentes, como um “refrão-chiclete” de música, pelos muros, nas peles tatuadas, pinturas renomadas, ilustrações e monumentos? Acaso querem dizer que é normal, esperado e “nobre” que tudo o que representa o Amor seja dizimado, incompreendido e crucificado?? Captou? Veja bem se esta distorção imoral da sua história não se parece mais conspiração do que honra ou fé! Desde quando você acha amável homenagear mártires com representações infinitas de seus corpos queimados e cabeças decepadas? Acho que não, né? Guardaria você a foto mais triste ou morta da sua pessoa mais amada em sua carteira como “homenagem”? Porque então com Cristo é assim, se isto ele nunca pediu? Se é para representá-lo, por que não foi escolhida uma imagem que representa a leveza regeneradora do seu amor incondicional? O acolhimento energizante do seu sorriso ou a paz do seu meigo olhar que nunca deixaria de nos olhar ou acolher independente de quem somos ou do que fizemos? Que conspiração mundana é esta travestida de fé que nos habituou a distorcer o amor assim e naturalizar autoanulação, sofrimento e sacrifício como símbolo do Amor e da Virtude? Eu hein! Em favor de que ou quem isto atua? Acho que já sabemos bem...

 

Implantes de Culpa e Medo maquiados de "Jesus te ama!"

 

Muitos repetem “Jesus, te ama!” e quando você ouve isso, sinceramente, você sente mesmo o amor de Cristo na energia da voz desta pessoa? Você sinceramente sente qualquer amor quando te repetem isso muitas vezes sem sentimento como meros papagaios? Ou sente algum tipo de cobrança e acusação que o próprio Cristo jamais te faria? Esta afirmação aparentemente gentil, deixa a gente sem jeito de recusar, mesmo quando sentimos que veio carregada de más intenções, e pode nos fazer comprar a "culpa e a dívida" inadvertidamente. Raramente este "eu te amo" reverbera algo aproximado da vibração reconfortante e motivadora de se sentir amado, ainda mais algo superlativo como o amor de Cristo, mas sim um sopapo como: “O que você está fazendo para retribuir este amor seu ingrato?”, “Faça mais, pois nunca será o suficiente, certo?!” Observe você mesmo se isso te faz algum sentido. E havemos de convir que isso não se parece nada com Cristo, mas sim com uma perniciosa Gestão de Culpa e Medo com o fim único e óbvio de manipulação em massa. Pessoas com medo e culpa ficam mais suscetíveis, então por qual razão você acharia que justamente Jesus Cristo ou alguém que realmente estivesse o representando usaria vibrações tão densas e baixas assim para te “instruir” e "ajudar"? Será que estes "Jesus te ama!" contribuem mesmo para uma real aproximação ou mais para um afastamento de Cristo? Você nunca estranhou o fato de, repetidamente sentir dor visceral, dó e infinita culpa ao encarar o mais famoso “símbolo do amor” crucificado que tantos ostentam? Acho que não, nunca estranhou e este é o problema, nos acostumamos com isso desde muito cedo, assim como é constatado que crianças que crescem presenciando violência doméstica buscam, na fase adulta, justamente os relacionamentos abusivos de forma inconsciente. Como então reconheceríamos o Amor que “simplesmente” ama se nos habituamos como o Amor-ferido-assassinado? Sim todos sabemos que a Bíblia conta que ele foi ressuscitado e glorificado, mas não é esta a imagem que vem a nossa mente de pronto (ou pelo menos da maioria) quando ouvimos o nome de Cristo, é? Ou será que vem logo o seu rosto coroado com espinhos ou seu corpo desfalecido? Se naturalizaram imoralmente que é normal o amor ser açoitado, por meio da repetição massiva e constante justamente deste ato na vida Cristo, como então reconheceríamos que estão nos abusando? Se aprendemos a ver isso como totalmente pertinente ao amor? É capaz até que se iluda tendo certeza de que está num caminho santo! Muitos vêem o sofrimento justamente como evidência de que é amor! Que inversão de valores! Com estes precedentes, talvez seja mais provável que se buscasse inconscientemente o oposto do amor, não? Se buscasse inconscientemente a dor para se sentir perto de Cristo!

 

Vamos desencardir a palavra Amor?

 

Vamos revitalizar nossas imagens do Cristo? Sejam elas internas ou externas? Em 33 anos de sua passagem pela Terra, o assassinato injusto de Cristo, foi apenas UM momento de sua passagem aqui, ele também transformou água em vinho em um casamento (parece ação de alguém triste ou melancólico como querem nos vender? Leia na Bíblia em João 2-4 ), curou doentes, cada cura é mais emocionante e vibrante de a outra, podia ser sempre achado em meio aos pobres e marginalizados, nunca ao lado dos imponentes governantes, nem sequer com a desculpa de defender os interesses dos seus discípulos, ele disse “meu Reino não faz parte deste mundo”, estava sempre ao lado dos desfavorecidos, sim das minorias, tinha compaixão, era um artista das metáforas e um mestre na oratória, as pessoas se SENTIAM revigoradas e acolhidas perto dele e o seguiam por livre e espontânea vontade, nunca por pressão, por insistência ou ameaças de juízo final, chantagem emocional por parte dele, não era por meio de êxtase religioso que vicia, anestesia e cega feito drogas que ele atraía as pessoas não, ele era profundamente sábio, razoável e ainda assim humilde, tolerante, compreensivo e por isso, muitas vezes foi criticado e zombado justamente pelos líderes religiosos de sua época que no fundo o temiam, porque ele parecia uma forte ameaça ao domínio que eles tinham sobre o povo, enriqueciam se utilizando das leis bíblicas para isso junto com a inconsciência, ingenuidade e preguiça do povo…

 

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos ALIVIAREI. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou MANSO e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é SUAVE, e o meu fardo é LEVE.”

(Palavras de Cristo segundo a Bíblia, registradas em Mateus 11:28-30 Almeida Revista e Corrigida 2009 (ARC))

 

Como seria se todas as vezes que você que é cristão ou se identifica com Cristo (mesmo quem não o segue também é influenciado fortemente de um jeito ou de outro), ao imaginá-lo, percebesse o seu lindo sorriso brilhando incondicionalmente como sol que nos ilumina e um olhar acolhedor que realmente te percebe sem julgamentos? Será que talvez seria como sentir uma autorização ou inspiração para você criar uma vida assim para você, mais LEVE e SUAVE, ao invés do contrário?

 

 

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A Fotografia deste post é de minha autoria e também inspirou este post juntamente com outras raras representações de um Cristo sorridente. É um grafite próximo ao meu bairro ao lado do Metrô Capão Redondo.

 

 

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