© 2016 Roni Diniz . Ator, Fotógrafo e Designer Gráfico.

Introdução do Blog

A Fotografia é um Termômetro! Dia do Fotógrafo - Boiçucanga e Ilha Bela

9 Jan 2019

 

 

Eu sinto a fotografia como uma pessoa, me questiono e ouso resetar quando me percebo forçando-a a ser algo que meramente me agrade e atenda, que venda, que me dê status em detrimento da sua vibração selvagem e surpreendente que tanto me encanta. Sim, pois no momento de nossa união, eu e a fotografia nos tornamos uma coisa só e não poderia ser diferente, poderia?

 

Li certa vez num livro que as ferramentas são extensões humanas, o martelo e o Machado são extensões dos braços, o livro é uma extensão da memória, mas e a fotografia? Uma extensão da visão? Gosto de sentí-la como algo misto, dançante e simultânea entre mente e coração, entre mundo externo visto e o interno que se identificou ali naquele instante, sem isso, talvez não passaria de mais um fruto de produção automática em série, “enlatada”, se eu fizer um clique assim, tudo bem, pode ser uma forma de perceber se gosto ou não disso agora e o quanto é genuíno e consciente isso no que EU estou me tornando, agora manifesto aqui no que eu faço...

No mais, escolho o desafio de me frustrar sim ao perceber o quão incapturável é a vida, de ouvir o convite da fotografia à pausa para apreciação, o infinito caos de possibilidades e pontos de vista, à possibilidade de congelar a fração de um segundo ainda que carregada da limitação por não conter o todo e o movimento, exceto quanto tocam corações sensíveis capazes de sentí-lo mesmo por meio de um simples estímulo-fragmento, nós também somos estímulos-fragmentos capazes de revelar um todo maior: uma história, uma linha do tempo e até um planeta inteiro, como o universo contido na casca de noz. Somos um galhinho na árvore da nossa família e somos uma frondosa árvores que sustenta e nutre tantos outros galhinhos como filhos ou dons.

 

E ao fotografar produzo um fragmento de algum "todo" eleito pelo pulsar dançante entre alma e coração, foi um encontro cósmico entre yin-yang que germinou a ação apaixonada do clique. Foi? Ou terá sido banal? Abusivo? No meu modo de perceber, entendo que a Fotografia está longe de favorecer qualquer fuga da realidade em prol de um mundo covardemente idealizado, ao contrário, a manipulação fotográfica pesada denuncia nossa pressa e automutilações, nossa insatisfação com o presente da vida que ela quer nos mostrar! A Fotografia me é um pulsar celebrativo da vida quando os olhos estão alinhados ao coração! Ainda sem câmera ou qualquer recurso artístico que ouse expressar o que me encanta ou me prende a atenção, estou fotografando com meus olhos mesmo antes de conhecer a Fotografia e tê-la, lado a lado a mim ela é um presente e parceria que frutifica e me possibilita dividir o que vi. Ela me ensina a apurar o olhar, a afinar meus sentidos e capacidades comunicativas. Ela mapeia e me mostra o que me atrai mais e o que impacta mais ao outro ou não, me ensina alguns pontos de vista de como me vêem, me apresenta a mim mesmo e me exorta a olhar com mais afinco o mundo e o jeito divino que o humano tem de materializar o indizível.

Ao nos conectarmos ao assunto, nós fotógrafos, despretensiosamente, oferecemos ao mundo não só uma janela para o nosso jeito de ver e sentir algo, mas também um fragmento de nossas relações e do ouro precioso que o outro ser ou lugar nos entregou em seu instante mais genuíno, como uma virgem sagrada, seja numa pose montada ou doce distração e nos confiou como um bebê prestes a nascer e cruzar a linha também dançante entre o oculto e o manifesto.

 

“A fotografia é uma forma de ficção. É ao mesmo tempo um registro da realidade e um autorretrato, porque só o fotógrafo vê aquilo daquela maneira.” Gérard Castello Lopes

 

As fotos deste Post são da última semana de 2018 em Boiçucanga e Ilha Bela, Litoral Norte de São Paulo.

 

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Praia de Boiçucanga

 

 

 1ª Queda d'Água do Ribeirão de Itu em Boiçucanga: Cachoeira da Pedra Lisa

 

 

2ª Queda d'Água do Ribeirão de Itu em Boiçucanga: Cachoeira Samambaiaçu Foto: Roni Diniz

O Pesqueiro de Boiçucanga é uma região pedregosa não indicada para banho que tem acesso atravessando o rio à esquerda da Praia de Boiçucanga.

 

 

 

A Praia dos Castelhanos em Ilha Bela, tem acesso autorizado apenas com veículos 4x4 ou de barco, fica do outro lado da Ilha, a travessia de Jeep dura cerca de 1 hora e chega ao ponto máximo de altitude da travessia de 680m.

 

 

A pequena ilhota que fica na Praia dos Castelhanos em Ilha Bela, pode ser acessada a pé, pois a praia é rasa.

PS: Fotos de celular.

 Casal de Árvores Guardiãs da Ilhota.

 A Praia da Feiticeira fica no lado Sul da Ilha e conta com um "místico" que pode ser percebido pelos mais sensíveis energeticamente, há lendas muito interessantes sobre a ilha. Apesar de pequena, oferece pequenas praias paradisíacas com belos piers aos corajosos dispostos a se aventurarem além das pedras pelo lado esquerdo. Além de um pôr do sol de tirar o fôlego emoldurado por silhuetas de coqueiros no lado esquerdo e montanhas no lado direito.

 

 

 

 

 

 

 

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