© 2016 Roni Diniz . Ator, Fotógrafo e Designer Gráfico.

Introdução do Blog

Confie, comece e deixe a vida surpreender!

19 Jul 2018

 

Há muitos benefícios em diferenciarmos melhor "mal feito" de "o que podia ser feito com o que se tinha". O primeiro, poderia ser reservado para casos de ações irresponsáveis e covardes que colocam os outros ou a si mesmo em riscos grosseiros e desnecessários, evidentemente aplicam-se de maneiras mais objetivas em casos mais concretos que possuem linhas bem definidas e fatais, por exemplo, geralmente envolvem segurança pública, saúde, alimentação, família e etc., por preguiça, falta de zelo, pressa pelo resultado, obsessão pelo status social esperado... Mas pense, já ouviu alguém dizer que conseguiu criar ou aprimorar algo ouvindo seu medo de "fazer mal feito"? Talvez seja por causa de uma verdade simples: o medo e a censura não estimulam ninguém a nada, exceto à inércia e mais censuras!

 

Mas não raro, apontamos "mal feito" num gesto reativo, olhos raivosos, ainda que camuflados, num riso ou numa voz suave e coberta de intelectualismos, denunciam uma sede urgente de invalidar alguma ação alheia. Ato que facilmente nos leva a uma posição de julgamento e censura, ilusão de superioridade, desprovida de empatia e de justiça imparcial aos esforços do outro, e de sua trajetória singular e liberdade de escolhas, nos colocando numa falsa posição de júri, poucos de nós estamos preparados para a seriedade do papel de júri. Sem o preparo adequado para ser júri - a vida não é um jogo de futebol e nem um episódio de novela suscetíveis ao sucesso da venda de sabonetes ou outros anunciantes -  acaba sendo trivial que projetemos no outro as nossas próprias sombras, vendo em sua ação muito mais um reflexo dos nossos próprios medos e autoboicotes e, ressentidos, tentemos inconscientemente fazer o outro retornar à sua antiga condição passiva, na qual se igualaria de novo a nós, sentados a censurar o mundo, quais espectadores da própria vida. Assim, o gesto de ação e ousadia do outro não mais acusaria a nossa inércia e conformismo, pois, neste caso, ainda não percebemos que sempre esteve ao nosso alcance escolher nos inspirar com aquele tal gesto "mal feito", inclusive para aprimorar aquilo. Ou ainda não desenvolvermos o amor próprio o suficiente para nos lembrar e celebrar o próprio estágio do caminho no qual estamos, sem julgamento ou comparações a ponto de não nos incomodarmos com as escolhas alheias, numa ilusão de que estamos competindo 24 horas.

 

Já reconhecer que "fez(fiz) o que podia ser feito com o que tinha", geralmente nos leva a uma reflexão em torno da criatividade e empreendedorismo utilizados ali, dentre outras dicas "diagonais", características que poderiam nos instigar em nossos próprios projetos, levando a celebrar o feito do outro e assim, indiretamente presentearmos a nós mesmos com um empurrãozinho "inconsciente" para também começarmos agora, a fazer o que podemos com o que temos! O ponto de vista que escolhemos ter, determina nossa abertura para acessarmos ou não a nossa potência como seres criativos que somos, para criarmos mais ações inspiradoras ou mais críticas reativas ao outro que são, nada mais, nada menos do que, castradoras de nós mesmos. Nos bastidores do teatro a dica sempre é a mesma: Comece! É mais fácil limpar um excesso do que não ter nada! Não se critique, faça!

 

Mesmo quando quando temos a chance valiosa de melhorar o que um outro começou, isso não apaga jamais o pioneirismo inestimável e corajoso do tal gesto "mal feito" que pariu o frágil embrião, talvez hoje, o primeiro computador inventado que ocupava uma sala inteira, soaria "mal feito" para alguns, como soou na época...

Que não nos esqueçamos que a vida e seus inúmeros mecanismos não-lineares, tem a mais poderosa ferramenta de aperfeiçoamento do que nós mesmos podemos supor! Porém, ela só pode agir naquilo que se desapegou da velha mania de anular precocemente e nem deixar nascer ou o padrão de depender exclusivamente da aceitação alheia, na busca de pseudo seguranças, mas se humildou e a respeitou a ponto de permitir nascer, cuidar e entregar…

 

Boa vida! 

 

Foto: Mudinhas frágeis e minúsculas loucas para mostrar todo o seu potencial como a sua MÃE que cresceu mais de 5m, deu inúmeras flores amarelo flamejante, alimentou beija-flores e muitos insetos, deu mais de 300 mudas, poemas, performance, sorrisos, histórias, ensaio fotográfico e Amores! Agave Americana.

 

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