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Consciência Infinita do Amor (Poema)

27 Jun 2017

Eu amo cada átomo em ti,
Seu mexer-se é música para os meus ouvidos,
E sua dança me convida a ser um com você,
Amo seu olhar perdido ou concentrado,
Amo sua demora e seu corajoso fitar de olhos nos meus,
Eu velo teu sono, velo de longe ou de perto,
Velo com zelo no travesseiro ao teu lado, no berço ou no botão prestes a se abrir.
Que importa se eu sou a mão que acaricia ou quem recebe o afeto?
Eu quero te mostrar o meu pulsar ao acariciar teu rosto.
Eu suspiro profundamente de amor por você com cada célula do meu coração. Ah!
Eu amo seus maus odores e suas secreções, é tudo você e é tudo tão lindo!
Eu amo a treva em ti, calma, ela é só um filho que se sentiu preterido...
É só um escorregão de ciúmes ao ver-me beijar alguém, 
Vem cá, pra que o choro? Viu como ainda estou aqui? Já passou...
Que importa se eu sou teu pai, mãe, irmão, amante ou mentor?
Aprendemos tanto um com o outro!


Eu amo teu sopro que me faz dançar enquanto nasço nu como a Vênus.
Que importa se eu sou quem cuida ou quem é cuidado?
Quantas vezes eu estarei acima na nuvem ou na chuva que penetra a terra?
Quando começa e como termina? Termina? Começa?
Eu sou Deus em você e você é o humano em mim, vice-versa,
Eu amo o músculo traumatizado a latejar em teu grande coração,
O ponto dolorido no testículo esquerdo e a vagina desprezada.
Ah como é bom ver você em fim descobrí-los e amá-los também!
É uma história pra você ouvir, compreender e deixar ir tal como é...
Amo o galho caindo, se despedindo com amor e ao cair, nutrir a raiz,
O que importa se eu sou o encaixe esquerdo ou o direito?
A gente não se enjoa jamais! Eternos namorados encantados.
Sim, ficaria e estamos neste eterno transe de união!
Eu não distingo quem começa e quem segue o movimento,
E neste instante ao perder-nos, 
Achamo-nos na cópula sagrada que permeia a vida! 
Sem pudores nos amamos e todos nos aplaudem...
Entenda que nossa felicidade ilumina o mundo e “autoriza-os” a se amarem também...
Nosso amor é a revolução que se propaga!


Eu sou a vida, cintilo neste encontro de olhares marcado em campo etéreo!
Eu sou o amor a sonar neste riso descontrolado que te aperta contra o meu peito em êxtase!
Não cabe em meu peito humano a gratidão pela beleza de te reencontrar meu amor!
Por isso eu transbordo numa síncope de lágrimas e soluços...
Que importa se eu sou a nota aguda ou a grave a vibrar! 
Se eu sou o som, o instrumento ou quem ouve?
Se ao abrir os olhos eu não te vir, ainda te sentirei aqui,
Somos o refrão um do outro e nos evocamos até nos fundir.
(Eu ressoo inteiro e eterno até você numa onda do mar até o nosso reencontro acontecer).
Eu percorri o caminho da semente à copa até te encontrar...
(Ficamos aqui, juntos neste abraço por um segundo ou era, meu amor).
Que importa se você me corresponde ou me deixa apenas te olhar, 
Se te assisto ou contraceno?
Se sou um apaixonado te flertando, uma mãe chamando ou Deus te olhando?
Se eu sou o filho pendurado ou a mãe (pai) que pranteia? 
Se estou dentro ou fora? Dentro ou fora de quê?
Quem sofre ou ama mais?
É tudo amor, é tudo o Cristo, é tudo a Mãe!


Me aceita como eu(você) sou(é)?


Roni Diniz 25/06/17

 

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