© 2016 Roni Diniz . Ator, Fotógrafo e Designer Gráfico.

Introdução do Blog

É crítica construtiva, "espelho" ou recalque? Como filtrar?

 

Mesmo quando você dá o seu melhor, há sempre quem irá ver em você o seu pior. Há ainda os que irão enxergar algo ainda melhor do que o que você deu de si, percebendo um potencial que você nem sabia que tinha. Algumas visões são míopes, outras tem hipermetropia, outras são bem embaçadas e algumas são totalmente cegas! Uns tem olhos vermelhos, outros têm olhos que deliram e olham, mas não enxergam. Alguns têm olhos duros e rígidos que tudo controlam. Outros ainda têm olhos secos que não se encantam e nem se emocionam com nada. Algumas poucas e raras visões mais perceptivas são sadias e enxergam a maioria das coisas, regidas pela clareza e empatia. Geralmente, estas visões são como aquele olhar derretido da criança encantada pela beleza da vida! São olhares que, ao encontrarem o seu, te faz entender o significado da palavra PRESENÇA. Por isso, sempre que alguém falar algo de você ou para você, certifique-se de que esta pessoa está olhando para você e não “através” de você ou projetando a si mesma em você.

 

Confira se, acima de tudo, o olhar daquela pessoa não está DEFORMADO PELAS DUREZAS DA VIDA, pela própria miséria em que ela se colocou, pela tristeza da perda de contato consigo mesma, pela raiva de ser o que é, pela inveja ao supor que você é superior a ela.

 

Geralmente, quem se dá ao trabalho de criticá-lo de forma reativa e apenas enxergar em você o pior, está com a visão prejudicada pela própria cegueira diante da beleza e magnitude das coisas do mundo. São pessoas que muitas vezes foram treinadas pela vida no campo de concentração do desencantamento, foram martirizadas pelo despotismo da própria inconsciência de si. São pessoas que se tornaram escravas de uma grande líder dogmática: a mente. Esses indivíduos geralmente não têm mais poesia, nem alegria de viver. Interpretam o mundo como reflexo das suas mazelas internas. Lembre-se sempre que o olhar do outro é moldado pelo grau de percepção da sua própria consciência e, geralmente, os que enxergam de forma saudável são aqueles que mais são capazes de enxergar em você, o que você tem de melhor, pois apenas um mestre de si mesmo é capaz de reconhecer a maestria do outro e reverenciá-lo com generosidade, leveza e ternura.

 

E se, em algum momento, essas pessoas precisarem te apontar alguma limitação do seu ego para te ajudar no seu desenvolvimento, elas o farão com compaixão e percepção, nunca de forma agressiva! A visão saudável é, portanto, aquela que vê quem você é e que é capaz de amá-lo e respeitá-lo incondicionalmente, apenas por você existir.

 

Com amor, leveza e alegria,

Gisela Vallin

 

NOTA:  Gostaram dos meus Pães de Mel humanizados?! Hehehe . Falando sério galera, eu realmente acredito que uma das "competências" ausentes a que faz muita falta nos cursos acadêmicos é a Psicologia, no sentido mais terapêutico da coisa mesmo, principalmente nos campos das Artes, nos quais a exposição, dar e receber crítica deveriam ser um exercício que estimula e não destrutivo. São campos nos quais os profissionais lidam com mais rejeições e críticas do que qualquer um outro... Mas já que não temos esses conhecimentos nas matérias, precisamos buscar preencher esta lacuna como pudermos e percebermos esta necessidade. Para isso, há vários caminhos...

 

A Gisela Vallin é formada em Psicologia pela PUC-SP, Reikiana, Thetahealear e Astróloga. Tem um Canal de Autoconsciência em youtube.com/user/Givallin que eu acompanho há alguns meses e, muitas vezes, faço infinitas relações, com arte, terapias, sociologia, etc. e etc.

 

Aqui está o link para o vídeo no qual ela lê este texto e aborda o assunto: https://www.youtube.com/watch?v=6UDvr10Vyek

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