© 2016 Roni Diniz . Ator, Fotógrafo e Designer Gráfico.

Introdução do Blog

Fotografei o 3º casamento deles! Aventuras Fotográficas.

É isso mesmo, a Victoria e o Mark repetiram os votos em três cerimônias diferentes! Este descolado e querido casal tem uma história cheia de peculiaridades, além do cabelo colorido da noiva, dos pares de tênis All Star e do fato de terem um fotógrafo-ator, amigo da noiva desde o colegial!

É com este clima daqueles filmes de comédia romântica, no qual antigos amigos de colegial se reencontram depois dos 30 anos, que eu inicio esta postagem!

 

Eu e a Vic somos amigos há uns 15 anos, ela me mandou uma mensagem toda empolgada dando a notícia de sua vinda ao Brasil, na qual, finalmente, eu e nossos outros amigos do eterno 1º S da Escola Estadual Alberto Conte, que mantivemos contato ao longo destes anos, principalmente a cada regresso da Vic ao Brasil, conheceríamos o felizardo noivo desta talentosa e sensível menina sorridente dos cabelos coloridos, vale mencionar que em cada um dos seus casamentos com o Mark ela esteve com o cabelo de uma cor diferente! Ao me convidar para a cerimônia, a Vic me perguntou: “Roni, preciso contratar um fotógrafo para a cerimônia,  conhece algum para me indicar?” No que eu respondo: “É sério? Acho que conheço sim, EUUUUU! Hahahaha”, foi mais ou menos assim. A Vic me queria mesmo como convidado para aproveitar a festa ao invés de trabalhar, mas eu jamais teria estado tão junto dela e do Mark, tão envolto na beleza daquele momento especial de outra forma!  Fazendo o que eu amo fazer, trabalhando e ao mesmo tempo prestigiando a cerimônia! Esta foi a primeira festa de casamento de alguém do meu convívio mais íntimo que eu fotografei e me sinto grato.

 

Mas acho que vale sublinhar a grande diferença que é você ser contratado para fazer um trabalho para alguém que você gosta muito e valoriza o teu trabalho daqueles amigos ou familiares “desavisados” que, muitas vezes, confundem as coisas e nos convidam para alguns eventos já com a ideia de “aproveitarmos” e tirarmos umas fotos...

 

Eu acho fascinante e curiosa a dualidade do fotógrafo de estar dentro e fora dos fatos que registra! Mas existem situações nas quais eu realmente preciso de distância da câmera para poder simplesmente viver o momento na sua inteireza! Por exemplo, considero bem difícil uma entrega no teatro e na dança se eu estou trabalhando fotografando, nunca conseguiria perceber certas facetas que acessaria se eu estivesse apenas assistindo, ou apenas fazendo, por isso e também por muitas questões técnicas, sempre é desejável assistir ao espetáculo antes de fotografá-lo, claro, quando isso é possível!  Me lembro quando comecei a fazer teatro e dança, eu tinha aquela vontade de fotografar cada coisinha que acontecia, era lindo, merecia um registro...  Ainda assim às vezes ainda me arrisco a tentar fazer as duas coisas de vez em quando, vou aprendendo, nada é absoluto, mas tenho uns "arquivos" de situações que não me permitem sequer pensar em  fotografar e me requerem apenas estar. Às vezes é meio “traumático” vivenciar coisas e não estar pronto para fotografá-las, ter um registro depois... Se eu estivesse apenas como convidado nesta cerimônia da Vic e do Mark, com certeza eu estaria pensando nos cliques que eu teria feito!

 

Falando em teatro... Não é que a minha primeira experiência no palco “tentando” fazer uma personagem, tem o dedo da noiva Victória também?! Em 2001, já quase no fim do ano letivo, uma de nossas professoras nos propôs fazermos uma peça para apresentar em um evento que ocorreria na escola. A Vic viciada em leitura, super nerd descolada, já escrevia super bem! Escreveu um roteiro de uma história linda na qual um grupo de desconhecidos que passavam a peça trancados numa sala, aos poucos iam se conhecendo e desabafavam conflitos pessoais e traumas do passado. Mas só fui me interessar mesmo pelo fazer teatral em 2007, quando entrei no Programa Vocacional de Teatro, ano no qual montamos a peça "Capitães" (adaptação pós-dramática de Capitães da Areia do Jorge Amado), experiência tão forte que me fez não querer nem pensar em para mais de fazer teatro, mas esta é uma história para um futuro post...

 

Voltando a 2016, na semana do casamento fui surpreendido por uma grande quantidade de manchas em duas das minhas lentes!  Um hábito dos fotógrafos é ser metódico e precavido (quase ranzinza), poxa! Conferir equipamentos, pilhas, baterias e flashes, cartões de memória, testar, prever o máximo possível de situações e dificuldade para tentar contornar é uma máxima indispensável, um mal necessário, ainda mais para mim, que já fazia um tempinho que não fotografava casamentos, já que eu tenho estado com outros focos no meu trabalho... A lente 18-55, consegui limpar na assistência, não saiu muito caro o serviço, mas a 55mm que eu sempre quis usar para fotografar um casamento, pois a tenho a menos de um ano, estava muito mofada, que vontade de chorar! Achei caro o preço da limpeza na assistência técnica, “por causa da complexidade de sua desmontagem...”, disseram. Após passar uma tarde toda de sábado nos fóruns fotográficos virtuais, me encorajei para executar minha ideia inicial: colocar a lente ao sol! Parece simples, mas dá muito medo de estragar ainda mais uma peça cara como uma lente fotográfica. Deixei cerca de duas horas de cada lado, sempre supervisionando a temperatura e o resultado. Eureka!  Teve uma melhora de 80% em relação ao estado em que estava e pude usar a lente normalmente, embora que, ironicamente, para as situações com as quais me deparei no evento preferi usar outras lentes.  O mofo é tão grave que pode danificar de modo irreparável uma lente se atingir determinadas partes, esta é outra vantagem do banho de sol, mesmo que não limpe totalmente as manchas, mata o fungo. Fica a dica, supervisione sempre seus equipamentos, mantenha-os em locais arejados de preferência e fora dos estojos às vezes, longe de locais que já possuam incidência de mofo como paredes e armários úmidos e manchados (exatamente o que eu fiz :( ).

 

A festa foi linda, emocionante e com aquele clima maravilhoso de casamento que faz a gente ficar meio babão, contagiado, sublime! A alegria e esperança dos noivos apaixonados, o orgulho dos pais, as crianças correndo no meio do salão, os mais velhos caindo na dança, o carinho dos convidados... Teve discurso em português com sotaque gringo, vídeo-retrospectiva com belas cenas e declarações legendadas que aconteceram nos outros casamentos dos pombinhos. Acho que era bem isso que a Vic queria, ter em seu país este momento com seus parentes e seus amigos daqui também. Uma experiência e atmosfera, que, em minha opinião, faz valer a pena toda a organização e custos de um casamento sim, porque não tem preço, porque são memórias que ficarão para sempre! O que temos de fato é o hoje, o hoje que amanhã será lembrado, e a maior aliada, umas das chaves mais instantânea deste “lugar” atemporal e mágico das lembranças, é sem dúvida a fotografia!

 

 

 

 

 

 

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