© 2016 Roni Diniz . Ator, Fotógrafo e Designer Gráfico.

Introdução do Blog

Perguntei à Marina Abramovic

O meu encontro com a Marina Abramovic tem vindo à tona diversas vezes em conversas e discussões, sobre arte, hibridismos, performance, machismo... É  algo que foi muito intenso pra mim tanto como artista quanto como pessoa! Voltei ao Sesc recentemente algumas vezes e me percorreu uma grande nostalgia, era como se eu pudesse ver aquele lugar, cada compartimento, repleto de Terra Comunal, nome da exposição da Marina de 10 de março a 10 de maio de 2015, me sinto grato de ter aproveitado bem, ter ouvido minha intuição e priorizado na época, não tinha como ser diferente, ao escrever este post, percebi que faz um ano exato desde o ocorrido. Sendo assim, este post também é uma oportunidade de comemorar e produzir um registro escrito sobre algo tão marcante.

 

Em 2015 eu tinha algumas metas de ampliar repertório, conhecer o trabalho de artistas, grupos, pintores... Sobre os quais eu tinha ouvido muito falar ou cujos trabalhos me tocavam de alguma maneira e foi assim que fui parar no Teatro Oficina do Polêmico Zé Celso pela primeira vez. Assisti “Pra dar um fim no Juízo de Deus”, entre suas críticas à nossa sociedade, aos “preceitos” castradores que engolimos desde a infância, sangue ali, sêmen aqui, bosta lá... Minhas dúvidas, questões sobre aquele tipo de teatro... Fui abarcado de sensações, de ondas ancestrais que me fizeram revisitar experiências minhas marcantes até como ator em alguns processos criativos anteriores dentro do universo indígena e abriram vorazmente a minha sensibilidade naquele dia. Ao me dirigir até a saída, como um magnetismo, algo me chamou a atenção! Notei uma mulher vestida de preto na parte mais alta das arquibancadas do teatro, olhei de longe, sem identificar ao certo e continuei andando. No lado de fora, ouvi um zumzumzum de que a artista Marina Abramovic estava lá! Na hora, pensei que deveria ser a mulher que eu vi de longe e me envolveu tão fortemente, devo dizer, pela sua energia dilatada, vibrante? Enfim, logo ela estava na saída também, senti um desejo enorme de me aproximar dela, mas sem nenhuma desculpa em mente, usei a mais tosca, tirar uma foto já que eu estava com minha câmera em mãos. Me dirigi até ela com meu inglês enferrujado e para minha surpresa ela recusou calmamente o meu pedido: “No selfie, please talk to me!”, disse sorrindo, me deixando levemente tímido. Eu não tinha como descrever o que me tinha impressionado nela pessoalmente, então disse: “Nossa como você é.... é... bela...” e ainda usei um adjetivo masculino para piorar “handsome”, aiaiai viu!  Expliquei que eu era ator com uma “perna” na dança e que apreciava muito a performance e um dos trabalhos dela, ao que ela, me perguntou se eu estava acompanhando as palestras dela no Sesc e eu respondi que sim, pela tele transmissão na internet e, imediatamente, me instou a comparecer pessoalmente e a fazer o “Método” olhando bem no fundo dos meus olhos de um jeito que eu me sentia nu na sua frente e nada preocupado com isso! Ao seu lado estava a Paula Garcia, artista performer que, mais tarde eu descobriria, era do time de artistas do Brasil que a Marina convidou para performar na sua grande exposição “Terra Comunal” que permaneceria por alguns meses no Sesc Pompeia. A Paula, gentilmente, além de ajudar intermediando nossa conversa, me deu as dicas em português para eu conseguir participar pessoalmente já que as inscrições online já estavam encerradas há tempos. E eu segui direitinho!

 

As palestras duravam em média duas horas, recebíamos fones de ouvido para acompanharmos a tradução instantânea, a Marina sempre iniciava aplicando na assistência o seu ritual para viver e permanecer no “Aqui e Agora”:

“Por favor, sentem-se confortavelmente sem cruzar as pernas, isso quebra o fluxo de energia. Fechem os olhos e respirem lentamente enquanto escutam, inspirem e expirem....  Um, inspirem e expirem... Dois...”. E assim, sucessivamente até o número 12, por último, dava boas-vindas ao público ao “Aqui e Agora”.  

O controle sobre a respiração e a concentração é algo comum no teatro e na dança, já vivenciei algumas vezes, mas nunca tinha usado no cotidiano como “chave” para largar mão daquelas repassadas mentais insistentes, que sobrecarregam nossa mente com o que me aconteceu antes e com o que faremos depois daqui... Alguns vícios mentais que nos impedem de viver o agora.

 

Na primeira hora, a Marina discorria, de forma bem amistosa, sobre determinados conceitos da Performance e de suas relações com outras artes, falou sobre Pina Baush, Maria Callas... Apresentava ao vivo um dos oito artistas brasileiros convidados por ela com instalações permanentes ou intervenções de longa duração na exposição Terra Comunal, apresentava em vídeo alguns dos próprios trabalhos ao longo de sua trajetória, dando contexto e informações sobre cada processo, verdadeiras aulas. A última hora, esperadíssima, um bom período, mas que sempre parecia curto, era reservada para perguntas do público que se alinhava em cada um dos quatro cantos do palco provido de microfone e por algumas vezes, eram convidados a estarem com ela no meio do palco ou pediam a ela um abraço, o que ela retribuía sempre de bom grado, pontuando sempre como o povo brasileiro é afetuoso diferentemente de outras culturas que ela conheceu. Surgiam muitas perguntas boas e profundas e respostas melhores ainda, mas também algumas fúteis e frívolas que também se tornavam interessantes para vermos como a Marina reagia, algumas vezes mais leve e noutras mais incisiva. Os vídeos completos de cada encontro estão disponíveis no Youtube, infelizmente, com algumas edições no material de repertório que ela apresentava projetado, devido aos direitos autorais (acesse o link no final desta postagem).

 

Minha primeira pergunta e a obra “Rest Energy”

 

Certa vez, acho que no início de 2014, numa das palestras do Projeto Perdigoto da Paidéia, conheci o cenógrafo William Zarella Jr, ao apresentar sua história e seus trabalhos,  alguns deles, as cadeiras, camas e cabeças com cristais brasileiros utilizados no Método da Marina Abramovic , nos apresentou a artista e pintou com palavras a experiência da performance “Rest Energy”. Marina com seu parceiro Ulay, um de frente para o outro, Ulay puxando uma flecha apontada para o peito de Marina e ela segurando o arco tensionado que impulsiona a flecha, os dois naquela situação de risco durante muitas horas, a confiança, a metáfora corporal... Fiquei deslumbrado com aquilo, só de ouvir! Com a verdade e a potência de significados. Desde criança, sempre tive sensibilidade e expressividade fortes, o que era bom por um lado e não tão legal por outros, tinha um desejo de sintetizar de alguma forma, desenho ou escrita, a profundidade com a qual me atingiam algumas imagens, situações, experiência que eu vivia ou observava a minha volta, o que levava alguns a me chamarem de artista, mas eu nem sabia o que era isso, ou exatamente o “porquê” das coisas que eu “criava” por simples necessidade, prazer ou impulso. Isso foi mudando com o meu crescimento,  até a minha busca por conhecimento acadêmico em torno da arte, de técnicas e etc., estes novos conhecimentos coloca, muitas vezes, colocavam em cheque muitos impulsos criativos meus e muitos repertórios artísticos que passei a conhecer, muita arte parecia girar em torno de si mesma, sem nenhuma possibilidade de comunicação ou afetamento com o outro, principalmente quando conheci a dança contemporânea, na prática, tive certeza que ali era o meu lugar, mas vi tantos trabalhos que não entendia, outros que me atingiam, mesmo sem eu entender, para "piorar", me formei em Publicidade e Propaganda, que busca tanto se “apropriar” da arte e dos artistas para vender mais seus produtos, confesso, me senti totalmente perdido tantas vezes... Eu não poderia perder a chance de fazer à Marina a pergunta que eu fiz, “tripla, porém bem objetiva” hahaha.

 

Roni Diniz:

“1) Você acha que a arte tem se banalizado muito?;

2) Você acha que um bom conceito justifica qualquer ação?;

3) Como você dosa isso na sua arte, o que é seu como experimento e o que é para o público, de maneira tão objetiva e profunda? ”

 

Marina Abramovic: “Muitas perguntas,(pausa) mas ok! Primeiramente, da minha experiência, a maneira mais eficiente, útil e o conceito mais forte, são os mais simples! Quanto mais simples, melhor. Quando você é jovem, você tem medo de conceitos simples porque você quer botar tudo pra dentro com tudo que se conseguir. Então, para fazer 10 obras, você faz uma e espreme dez ideias juntas e fica caótico. Não funciona e não é bom. Quando você cria um conceito simples, tudo funciona e as pessoas falam: “Mas eu também faço isso!” Por que eles não fizeram? Eles não pensaram nisso. A arte boa... Beber um copo d’água, se você beber realmente este copo, se você colocar sua força de vontade, sua mente ali, algo vai acontecer miraculosamente.

Porque a boa arte é a possibilidade de comunicar suas ideias claramente para o espectador, àquele público e também movê-los emocionalmente. Não só criar a arte e você entender intelectualmente, você ler 10 páginas de explicação para entender o que é aquilo. Você não sabe nada daquela pessoa, nem o nome, nem nada, só de ver a imagem, o que está acontecendo na tela, na escultura, qualquer que seja o material, você sente algo no seu estômago, esta é uma arte boa! Este tipo de arte, geralmente, é bem simples.

Como que eu sei que algo é bom? Porque eu fico absorvida e tenho aquela sensação de medo, eu tenho medo das ideias que são as mais malucas, as mais tocantes! E se eu tenho medo de alguma coisa, eu tenho que fazer isso! Estas ideias vêm e muitas delas são inúteis porque elas repetem as experiências antigas ou alguma pessoa já fez isso, não vale a pena fazer. Você tem que fazer as coisas e precisa ter coragem e é isso o que eu acho, muito obrigado!”

 

Nem preciso dizer que eu nunca me esquecerei desta resposta e o quanto meu conceito e postura mudaram quando eu sinto medo de fazer alguma coisa na arte.

 

 

 

A segunda pergunta, o medo de abraçar Marina Abramovic e a obra “Confession”

 

Durante as sessões de perguntas, muita gente ao finalizar a pergunta, pedia um abraço da Marina, tanto que na hora da minha pergunta ela brincou comigo, perguntando se eu queria abraçá-la, minha reação foi totalmente espontânea, respondi que tinha medo de abraça-la, pois eu ainda me sentia abismado e intrigado com a força da presença física e energia dela, de modo que eu sentia medo mesmo, receio, como seria minha reação ao tocar ou abraçar ela?  kkkkkk, imprevisível, mas em seguida me veio logo à mente, o seu conselho de “fazer aquilo que tem medo” e no fim foi um verdadeiro abraço que eu dei e recebi. Curiosamente, nesta segunda pergunta, parece que segui a continuidade da outra. Nos dias em que apreciei toda a exposição da Marina no galpão do Sesc, elegi outra obra que muito me tocou, “Confession”. Tinha um corredor com projeções de suas performances, após entender bem o conceito de longa duração da Marina que não necessariamente acompanha toda performance, eu já tinha outra expectativa e outro tempo ao apreciar as obras. Marquei presença no Sesc Pompeia naqueles dias de março e abril, acompanhei quase todas as performances de longa duração dos artistas brasileiros convidados pela Marina, dedicando horas para dialogar com algumas obras, para comparar com o que eu ouvia nas palestras: Maurício Ianês, O vínculo, Paula Garcia, Corpo Ruindo, Rubiane Maia e “O Jardim”, o mais intenso pra mim DNA de DAN do Maikon K, cruzei algumas vezes com o Marco Paulo Rolla compondo em tempo real com sua sanfona (acordeon)  “Preenchendo o espaço”,  com o Fernando Ribeiro e sua máquina de escrever ,“O Datilógrafo”, onde pude espiar o que ele descrevia com sua escrita, experimentei um "diálogo energético" forte durante a performance do Rafael Amambahy no Espaço Entre [In Between], muita experiência, impossível descrever aqui. Voltando ao corredor de projeções com os vídeos da Marina, quando dei de cara com o “quadro” projetado da Marina de joelhos, olho-no-olho com um burrinho, achei esteticamente bonito e parei para ver com calma, quando notei que era filme mesmo,  as orelhas do burrinho se mexiam, nem liguei para as legendas que corriam ao pé da imagem. Me sentei e, aos poucos, me absorvi com a linha invisível que ligava os olhares e era quase visível em toda sua imaterialidade, era profunda, encorpada e vibrante... Após um tempo comecei a ler as legendas. Fiquei perplexo! Eram relatos íntimos da família e da infância da Marina, confissões coadjuvantes do diálogo com o burro acima. Contava como brincava de roleta russa com um amigo quando era criança, as brigas constantes de seus pais, seus conflitos sociais como artista performer no início de carreira e o escândalo com sua família ao descobrirem que ela se apresentou nua certa vez, como ela despertava do sono com os gritos de sua mãe que muitas vezes a usava como escudo para se defender do marido, o peso da relação conturbada com a sua mãe que exigia dela o rigor machista cabível às mulheres naquele povo, a história mais pesada para mim, uma de suas tias, foi incumbida de dedicar a vida, sem se casar, viajar ou qualquer coisa, para cuidar da vó até que ela falecesse (algo muito parecido com o que ocorre no filme mexicano “Como Água para Chocolate”, 1992), o que somente ocorreu quando a própria filha já tinha quase 60 anos (não tenho certeza), após a morte da avó, livre da obrigação, a tia foi viajar pela primeira vez, quando retornou,  o irmão  (pai da Marina), vendera a casa na qual tinha vivido sua vida inteira ao lado da mãe, deixando para ela um modesto apartamento sem lhe consultar, a tia se suicidou. Ao ler tudo aquilo, além de muitos momentos de identificação, me senti como aquele burrinho, compartilhando e me sentindo íntimo da Marina ajoelhada, parecia muito claro o porquê da busca da Marina ao desafiar os próprios limites, seus medos e descobrir sua resistência, sua fragilidade, sua conexão com os outros, etc., por meio da arte.

 

Roni Diniz:

“A minha pergunta é sobre o trabalho “confissões” que você está conversando com um burro através do olhar. Como surgiu esta ideia, este conceito e como foi para você fazer isso? Se você pensou em tudo aquilo que está escrito sobre a sua vida enquanto você olhava para o burro.”

 

Marina Abramovic, após um longo suspiro e visivelmente comovida:

“Primeiro, eu tinha acabado de me divorciar, eu estava tão infeliz e realmente muito deprimida eu fui visitar um amigo em Lamu no Quênia. E eu cheguei lá, é uma pequena ilha cheia de burrinhos e os burros ficavam lá em pé o dia inteiro, eram os animais que ficam mais parados no mundo inteiro. E eu senti, vou pegar um burro, colocar na minha frente e só vou reclamar da minha vida para ele (nesta hora levantei o braço me apresentando como o burrinho, todos riem) e foi tão reconfortante! E o burro movia as orelhinhas em alguns momentos e eu não sabia quando que eu ia parar, então, deixei ele decidir, e quando ele já tinha ouvido o suficiente, se virou e foi embora (fiz igual ao burrinho, me virei e fui embora do palco). E foi assim, obrigado! (risos)”

 

Confesso, não sei como concluir esta postagem, por que é um assunto que continua, muito mais do que apenas uma linguagem artística, a performance, o trabalho da Marina e os encontros com ela que eram verdadeiras “aulas”, me abriram universos, me influenciaram ou provocaram artisticamente, como se desse “nome” a tanta coisa que eu já tinha em parte, dentro de mim, quase esquecida, como o desejo de uma arte que vá muito além do espetáculo, a experiência, o material humano vivo-imensurável, a energia, o afetamento...

A experiência com o Método da Marina Abramovic, fiz duas vezes, quase três, e trouxe pra vida, merece uma outra postagem futura! No último encontro, experiências fantástica com a performance do grupo EmpreZa com o público presente e uma das partes mais fortes para mim: “O Manifesto do Artista” que repetimos junto com ela como se fosse um mantra! ! Você pode conferir aqui no fim da postagem.

Eu pretendia comentar como mudei minha percepção sobre trabalhos de longa duração graças à experiência prática que obtive interagindo com as obras e constatando a teoria explanada nas palestras o que também é um princípio do Método. Neste mundo pós-moderno onde tudo é cada fez mais efêmero, existe uma barreira cada vez maior a absorção da experiência, em vivê-la plenamente, valoriza-se muito mais o registro, a foto manipulada, o rótulo, a imagem do que o real, do que as fragilidades e conflitos humanos, conceitos muito análogos a algumas abordagens presentes em pesquisas minhas anteriores em dança (como Facebunda – 2010-13 e Deriva-2014, claro, sempre envolvendo, dentre outros, premissas do sociólogo Zygmunt Bauman ).

As performances de longa duração me remeteram ao processo que geralmente vivenciamos na construção de uma peça ou pesquisa de dança, o mergulho no tema, naquele universo, passo-a-passo transpondo camadas, desvelando pérolas, requer tempo e foco, paciência, nos fazendo parte da obra e a obra fazendo parte da gente. Só que neste caso tudo acontece lá, ao vivo, imprevisível, público, para quem se dispõe! Eu queria ter feito o trocadilho, neste último encontro, do nome da Marina com a técnica culinária de “marinar” os alimentos. Coincidência ou não, a marinada requer um bom tempo do alimento em contado com os temperos, etapas que não podem ser puladas, para ir rompendo suas fibras, suas resistências, e ir recebendo e liberando o sabor mais especial até que se tornam uma coisa só caudalosa e macia!

 

Obviamente, a Marina disponibiliza toda sua experiência com generosidade e sob pontos de vista a partir de sua trajetória,  de suas pesquisas, não incentiva em momento algum que a encarem como verdade absoluta, como celebridade ou "líder religiosa", o que alguns, tristemente, ainda insistem em fazer. Me interessa, além da afinidade, o quanto eu me senti provocado e conectado, enquanto artista e ser humano constatando a potência da arte imaterial...

 

Se você gostou da postagem, curta/compartilhe, põe seu e-mail pra receber as próximas! Se não gostou de algo, não entendeu, gostaria de acrescentar, compartilhar, sugerir novos tópicos de postagem, manda bala! Não custa repetir, sua interação é muito bem-vinda aqui! Grande abraço e até a próxima!

 

Confira os vídeos relatados das Perguntas à Marina Abramovic no Sesc Pompeia:

 

 

 

Algumas fotos foram feitas com celular.

 

​​Manifesto do Artista – Marina Abramovic

 

1. Conduta de um artista em sua vida:

– Um artista não deve mentir para si mesmo ou aos outros

– Um artista não deve roubar ideias de outros artistas

– Um artista não deve se comprometer, para si ou em relação ao mercado de arte

– Um artista não deve matar outros seres humanos

– Um artista não deve se fazer de ídolo

– Um artista não deve se fazer de ídolo

– Um artista não deve se fazer de ídolo

 

2. Relação de um artista para sua vida amorosa:

– Um artista deve evitar se apaixonar por um outro artista

– Um artista deve evitar se apaixonar por um outro artista

– Um artista deve evitar se apaixonar por um outro artista

 

3. Relação de um artista para o erótico:

– Um artista deve desenvolver um ponto de vista erótico do mundo

– Um artista deve ser o erótico

– Um artista deve ser o erótico

– Um artista deve ser o erótico

 

4. Relação de um artista ao sofrimento:

– Um artista deve sofrer

– Desde o sofrimento vem o melhor trabalho

– O sofrimento traz transformação

– Através do sofrimento de um artista ele transcende o seu espírito

– Através do sofrimento de um artista ele transcende o seu espírito

– Através do sofrimento de um artista ele transcende o seu espírito

 

5. Relação de um artista para a depressão:

– Um artista não deve estar deprimido

– A depressão é uma doença e deve ser curada

– A depressão não é produtiva para um artista

– A depressão não é produtiva para um artista

– A depressão não é produtiva para um artista

 

6. Relação de um artista ao suicídio:

– O suicídio é um crime contra a vida

– Um artista não deve cometer suicídio

– Um artista não deve cometer suicídio

– Um artista não deve cometer suicídio

 

7. Relação de um artista para inspiração:

– Um artista deve olhar profundamente dentro de si em busca de inspiração

– Quanto mais profundo olhar para dentro de si, mais universal se torna

– O artista é o universo

– O artista é o universo

– O artista é o universo

 

8. Relação de um artista para auto-controle:

– O artista não deve ter auto-controle sobre sua vida

– O artista deve ter total auto-controle sobre seu trabalho

– O artista não deve ter auto-controle sobre sua vida

– O artista deve ter total auto-controle sobre seu trabalho

 

9. Relação de um artista com transparência:

– O artista deve dar e receber ao mesmo tempo

– Transparência significa receptividade

– Transparência significa dar

– Transparência significa receber

– Transparência significa receptividade

– Transparência significa dar

– Transparência significa receber

– Transparência significa receptividade

– Transparência significa dar

– Transparência significa receber

 

10. Relação de um artista para símbolos:

– Um artista cria seus próprios símbolos

– Os símbolos são a linguagem de um artista

– A linguagem deve então ser traduzida

– Às vezes é difícil encontrar a chave

– Às vezes é difícil encontrar a chave

– Às vezes é difícil encontrar a chave

 

11. Relação de um artista para o silêncio:

– Um artista tem que entender o silêncio

– Um artista tem que criar um espaço de silêncio para entrar no seu trabalho

– O silêncio é como uma ilha no meio de um oceano turbulento

– O silêncio é como uma ilha no meio de um oceano turbulento

– O silêncio é como uma ilha no meio de um oceano turbulento

 

12. Relação de um artista para com a solidão:

– Um artista deve dar tempo para os longos períodos de solidão

– A solidão é extremamente importante

– Longe de casa

– Fora do estúdio

– Longe da família

–Longe de amigos

– Um artista deve permanecer por longos períodos de tempo em cachoeiras

– Um artista deve permanecer por longos períodos de tempo em vulcões explodindo

– Um artista deve permanecer por longos períodos de tempo a olhar para os rios correndo rápido

– Um artista deve permanecer por longos períodos de tempo olhando para o horizonte onde o mar e o céu se encontram

– Um artista deve permanecer por longos períodos de tempo olhando para as estrelas no céu noturno

 

13. Conduta de um artista em relação ao trabalho:

– Um artista deve evitar ir para o estúdio todos os dias

– Um artista não deve tratar o seu horário de trabalho como se fosse um empregado do banco

– Um artista deve explorar a vida e trabalhar apenas quando surge uma ideia para ele em um sonho ou durante o dia como uma visão que surge como uma surpresa

– Um artista não deve se repetir

– Um artista não deve esgotar sua produção

– Um artista deve evitar poluir a própria arte

– Um artista deve evitar poluir a própria arte

– Um artista deve evitar poluir a própria arte

 

14. Posses de um artista:

– Monges budistas recomendam que o melhor é ter nove posses em sua vida:

Uma túnica para o verão

Uma túnica para o inverno

1 par de sapatos

1 tigela implorando por comida

Uma rede mosquiteiro

Um livro de orações

Um guarda-chuva

Uma esteira para dormir

Um par de óculos, se necessário

– Um artista deve decidir por si mesmo os bens pessoais mínimo que deve ter

– Um artista deve ter mais e mais de cada vez menos

– Um artista deve ter mais e mais de cada vez menos

– Um artista deve ter mais e mais de cada vez menos

 

15. A lista de amigos do artista:

– Um artista deve ter amigos que elevam seu espírito

– Um artista deve ter amigos que elevam seu espírito

– Um artista deve ter amigos que elevam seu espírito

 

16. A lista de inimigos de um artista:

– Os inimigos são muito importantes

– O Dalai Lama disse que é fácil ter compaixão com os amigos, mas muito mais difícil ter compaixão com os inimigos

– Um artista tem que aprender a perdoar

– Um artista tem que aprender a perdoar

– Um artista tem que aprender a perdoar

 

17. Diferentes cenários de morte:

– Um artista tem que ser consciente de sua própria mortalidade

– Para um artista, não só é importante como ele vive sua vida, mas também como ele morre

– Um artista deve olhar para os símbolos de seu trabalho para os sinais de diferentes cenários de morte

– Um artista deve morrer conscientemente, sem medo

– Um artista deve morrer conscientemente, sem medo

– Um artista deve morrer conscientemente, sem medo

 

18. Diferentes cenários de funeral:

– Um artista deve dar instruções antes do funeral para que tudo seja feito da maneira que ele quiser

– O funeral é obra do artista. Sua última arte antes de sua partida

– O funeral é obra do artista. Sua última arte antes de sua partida

– O funeral é obra do artista. Sua última arte antes de sua partida.

 

Links:

Release do Terra Comunal: http://terracomunal.sescsp.org.br

8 encontros em vídeos: https://youtu.be/YsFl4ILJiNo?list=PLtukD4KW-eVLGrpQO7daLcVQsW-oT-8XE

Projeto Perdigoto da Cia Paideia: http://www.paideiabrasil.com.br/index.php/projetos/perdigoto

 

Assine e receba um lembrete de cada nova postagem no seu e-mail!

Please reload

Posts Recentes
Please reload

Arquivo
Please reload