© 2016 Roni Diniz . Ator, Fotógrafo e Designer Gráfico.

Introdução do Blog

Dicotomias - Feliz Dia Internacional da Mulher!

 

Esta obra de Arte Grafite imensa que emerge em meio a beleza conflituosa do Centro de São Paulo (passado e futuro, tradicional e moderno, rico e miserável, cultural e capitalista...), me convidou como uma porta aberta para apreciação e interatividade, não só para fotografar, mas também para que eu pintasse junto com o artista este quadro, com meus pensamentos e percepções! Vejo qualquer arte contemporânea assim, nos convidando a pintar junto, não a simplesmente admitir que é belo ou não, bem feito ou mal feito, se segue ou não os códigos...

 

Este paradigma de mulher Bela e Sagrada, Santa, quase renascentista, finalmente revelando seu ser, seus ossos, seus conflitos e dúvidas, sua corrosão normal e humana e sua natureza renovadora de mãe terra, underground de caveiras, trevas e galáxias guardadas na garganta!

 

Esta força feminina universal, todos temos, homem ou mulher, mais ou menos, em nossa essência, fruto que somos da união entre o masculino e feminino, ramificação do encontro yin-yang. No entanto, o mundo machista nos ensinou a engolir e tentar ocultar a mulher (o feminino) como um grito-calado em prol de uma reafirmação ridícula de ser o "macho"... Este grito sufocado foi engolido por muitas mulheres e homens antes das revoluções até hoje e ainda ecoa no desequilíbrio doentio de forças que impera neste mundo. Mulheres perdendo a doçura para terem que assumir o lugar de Homem e de Pai, para não serem estupradas de suas vidas, por homens covardes que escondem suas fragilidades nesta imagem falida de homem garanhão descompromissado e também, por incrível que pareça, de mães que ainda ensinam ou se omitem ao repetirem estes padrões aleijadores na criação de filhos superdependentes que as tratam como empregadas... As mulheres de nossas vidas são ecos de nossa mãe e de como a interpretamos até os 7 anos de idade, quer estejamos conscientes disso ou não.

 

Esta Santa de Carne, osso, luz e trevas, flores e ervas-daninhas, se errou, foi por amor, tem o privilégio e responsabilidade de gerar a vida, mas não poderia fazer isso se permanecesse como a “virgem”, a imagem que ainda domina nosso imaginário, ela tem seu coração a mão e a frente, como uma bolsa que revela uma bússola interior capaz de milagres como o reencontro do equilíbrio das forças e da sua natureza guerreira sem perder a doçura!

 

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