SOMOS (poema quântico)


É um universo que se fez dança, harmonia e fluxo É uma dança que virou fotografia, vídeo e versos É um átomo que virou célula, órgão e corpo É um encontro, yin-yang, híbrido, polar, múltiplo É um beijo que marejou salivas, fluidos e gemidos É um multiverso que se perdeu ao tocar suas partes É um conjunto de partes, tempos e momentos que se flertam É um universo que se entende ao se perceber entre o Todo. É um ato artístico, portal, morte, abismo, divino e alucinante É um resgate abrupto, dançante, sedutor e onírico É um ato ingênuo da criança ou ancião que sabe sem saber É um mar que encontra a gota e de longe se contemplam É um caos de pontos de vista que se organizam e rasgam-se É um conjunto duro de diversidades que se reparte e renasce É um êxtase coletivo e consciente que ama, se anima e coexiste É um conjunto de abismos que se unem e se preservam É um som ancestral e cósmico que perpassa um corpo É um baile de véus que mantém a identidade dos mistérios É um conjunto de células que se refletem e se recriam É um relógio atemporal soando infinitas possibilidades É um som a vibrar em silêncio, vazio e paz fluorescente É um ser único e qualquer, e sendo, somos.

07/05/19 Roni Diniz

Uma meditadança cheia de mar, silêncio e alma, brotou uma foto que brotou uma arte e poema e ecos que se materializam. A arte aqui é uma sequência que busca traduzir as vibrações e sensações mais sutis que o corpo desenhava ao encher-se e esvaziar-se...

#Poema #Quantum #Dança

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© 2016 Roni Diniz . Ator, Fotógrafo e Designer Gráfico.