Pare de violentar o próprio corpo!

Nos indignamos quando tomamos conhecimento de algum marido que ainda trata a esposa como empregada, abusando e expondo suas fragilidades, anulando o seu prazer, expressividade, direito de usufruir a vida, de ser reconhecida e aceita em sua individualidade, mas saiba que você pode estar em um comportamento vicioso abusivo semelhante contra um parceiro vulnerável e ainda mais próximo de ti do que qualquer parceiro afetivo: o seu próprio corpo! Pode parecer uma analogia estranha, eu sei, mas pare para pensar, será que demonstramos amor, gratidão e investimos tempo para conhecer e amar o próprio corpo? Você negocia ou impõe suas decisões sobre o seu corpo? Baseado em quais valores e crenças? Em

Que demanda esconde o impulso da Rotulação?

Quem nunca sentiu a dor e injustiça ao perceber que te atribuíram um rótulo apressado e pobre demais para resumir a singularidade de um ser tão complexo quanto o humano? Quem nunca percebeu que a “ideia” que tinha de alguém mostrou-se rasa e totalmente equivocada ao passo que teve a chance de submetê-la ao teste da convivência, seja para o bem ou para o mal? Já se perguntou como funciona este danado deste padrão de rotulação? A superficialidade das relações, os rótulos publicitários principalmente, os culturais, artísticos e etc. sempre me deixavam inquieto e já foram temas de alguns trabalhos artísticos de grupos independentes que integrei como o espetáculo de dança Facebunda e a peça #Somo

ALMA GÊMEA (Poema)

O timbre da tua voz que penetrou meu ouvido e fecunda meu coração... Um segundo fugidio de olhares que se encontram, Eu não sei mais qual é meu corpo e qual é o seu. Tampouco posso agora distinguir a origem física do nosso encaixe perfeito. Pois nossas almas fundidas já ascendem na velocidade da luz e nossa essência É o perfume que paira por este templo e germina de coração em coração, Nossos fluidos sexuais são o néctar que mutiplica as células num milagre de vida. Nosso encontro de corpos faz vibrar um Tambor sagrado Que desperta hibernados corações, medrosos e sedentos da primavera Eu te velo no botão de rosa e somos o broto de orquídea que desponta tímido Esta semente é a união

© 2016 Roni Diniz . Ator, Fotógrafo e Designer Gráfico.