A Grande Volta

Tudo o que vive sem saber a vastidão que traz dentro de si, traz também o potencial lindo e instigante de despertar e redescobrir, com amor, toda a verdade que sempre soube... Verdade infinita outrora adormecida. Se fosse fixo não seria dança, não encantaria tanto assim, seria previsível e domesticável, não seria alma... Ah se dormiu foi para um dia acordar e florescer, e se floriu foi para polinizar, hibernar e logo mais recomeçar. Tudo que se despede é por que um dia chegou e assim como chegou um dia parte, de repente retorna, nunca igual e por isso único e insubstituível é cada instante! Que o desvendar seja amoroso e paciente, o flerte respeitoso e não menos extasiado, a descoberta do ou

Toda nudez será celebrada!

O primeiro sinal de retorno à civilização pós –férias, era o alarme interno de me vestir, não que eu estivesse nu neste momento ou tivesse sequer estado numa comunidade hippie, não, ainda não... Estava de chinelo, regata, bermuda, sem cueca, pois peguei a estrada direto após sair do mar e ainda conservava sobre o corpo o sal da Praia Vermelha de Ubatuba... Minhas células traziam agora memórias de uma dança em espiral que fizemos espontaneamente em grupo dentro da água para abrir e para fechar esta temporada. Estranhamente eu não sinto nenhum incômodo decorrente do sal marinho sobre o corpo! Mas assim que saio do mar, se eu for caminhar, preciso tirar a sunga molhada imediatamente para evitar

© 2016 Roni Diniz . Ator, Fotógrafo e Designer Gráfico.