Autoconhecimento, meditação e caminhar sobre brasas de verdade!

“Você acha que a relação que tem consigo mesmo influencia no modo como você se relaciona com o outro?”. O Teatro, a arte em geral, quando imbuída de pesquisa e questionamentos, anda lado a lado com o autoconhecimento, muitas vezes numa retroalimentação potente: arte inspira e mexe com a vida, a vida inspira e mexe com arte. Nesta busca, acho quase impossível realizar qualquer trabalho artístico sem acionar múltiplas sinapses e relações com a vida, com as experiências... A pergunta do início era uma das que eu fazia diretamente a alguém do público na performance DERIVA (2014). Este trabalho cujas bases se estabeleciam em torno de inquietações do homem moderno a deriva, eram minhas, do Gabriel

Dança para recobrar o ser permeável, anestesiado sob um mundo de cimento

Certa vez em 2014, ao receber um Reiki, fui indagado se eu tinha alguma queixa específica, revelei que costumava ter dificuldades com a ansiedade, ao que fui convidado a pensar no mar, “mesmo quando quieto, está sempre em movimento”. Fiquei com esta imagem que conheço bem. Daí eu pensei: Que dança é essa que não se adianta, não se embrutece e nem se mecaniza, sem plateia ou sob olhares, em prontidão, fagulhas vivas, dança convidativa que simplesmente é? Logo na próxima vez que eu estive na praia, em fevereiro de 2015, minha paixão e ânsia por estar no mar foram naturalmente precedidas por preciosos minutos silenciosos de meditação e absorção, frente aquele espetáculo despretensioso que acont

A peça é um tumulto, as opiniões em torno dela é outro!

Esta postagem não passa de uma boa desculpa para compartilhar profundas reflexões de Ariano Suassuna que considero ouro! O processo que vivencio atualmente, oficialmente desde julho, em torno de uma "simples" substituição (nada simples) para uma apresentação iminente de “O Santo e a Porca” com a Turma 31 do Senac, além dos desafios comuns ao teatro e deste momento específico (entrar no trem andando, risos, mas o desafio que é a graça!) que rebuliça o estabelecimento dos meus “métodos de trabalho”, me presenteou, logo de cara, com um texto que considero, no mínimo, conveniente aos atores, autores e público que vai ao teatro. Vejo-o como relevante provocação e convite à reflexão em torno do fa

A expectativa de fotografar por 24 horas!

A iminência da ocupação da Casa Tombada com a ação “24h Obra Procedimento" do Núcleo Mirada, traz consigo uma expectativa de singular vivência profissional e artística para mim e para muitos artistas que integram a equipe e públicos que comporão este pulsante corpo-vivo-experiência. As ações de longa duração em arte abrem ao público e evocam, de forma ampliada, um lugar discreto e indissociável à vida dos artistas, não espetacular, e nem sempre conscientemente bem aproveitado, o Processo. Este campo de contato e garimpagens sob camadas mais profundas de um trabalho, não tão acolhidas ao roteiro formatado que delimita as margens do produto “espetáculo”, é invisível ao olhar impaciente e ávid

© 2016 Roni Diniz . Ator, Fotógrafo e Designer Gráfico.